
Vamos começar do início, porque ninguém tem problemas sem procurá-los -tá, às vezes a gente não procura, mas enfim.
Quando a gente quer namorar, idealizamos um ser de outro mundo: um ser humano perfeito, bonito, carinhoso, prestativo, paga suas contas, é fiel e protetor. Tá bom pra você? Acrescente também as ilusões que ele só têm olhos pra você e que ele sempre vai concordar com tudo que você disser. Madonna já disse em Future Lovers:"Não existe um amor como um futuro amor".Engano, e quem namora ou já namorou sabe que não é assim. Namorar é um problema matemático monstruoso, daqueles que você olha na folha do caderno e pensa "Pelo amor de Deus..." São tantas potências, chaves, colchetes, raiz quadrada e o diabo a quatro. Tudo é complicado e quando cometemos um erro é tão difícil de se apagar e refazer. Têm horas que se torna exaustivo e você quer desistir. "Deixa que outra pessoa resolve", você pensa, mas na realidade o que nós gostamos mesmo no final das contas, é de ficarmos vidrados nesse problema.
Namoro que é namoro faz a gente pensar, quebrar a cabeça, refletir determinadas decisões. Namoro que é namoro não são só alegrias, envolvem também lágrimas e drama, muito drama. Esse desafio todo nos acrescenta, nos motiva e de quebra ainda preenche o vazio de quando não estamos com alguém.
Enfim, quero que esse mês de problemas se estendam por mais dias, por mais anos. E que ele some, subtraia, divida e multiplique coisas em mim, mas que no final me deixe feliz.
Meu nome é amor problemático.






